
A Paris que os nosso olhos não enxergam está bem transparente em Piaf. As ruelas, os becos, a miséria, a fome, o sofrimento do povo humilde. De certa forma, o que vi me assustou! Visitei a cidade Luz e nada de tão caótico pude observar. Pode ser que ainda estejam fortes e pulsantes no meu imaginário infantil os contos e os relatos sobre a cidade mais linda do mundo. Pois bem, a história de Piaf começa na cidade de Beneville. Edith interpretada pela belíssima Marion Cotillard é rejeitada pela mãe que sonha em ser artista e ganha uns míseros trocados cantando na rua. Ela é abandona na casa da avó. Mal-tratada, a criança é levada pelo pai para casa da outra avó que é dona de um bordel. Lá Edith é amada por todas as prostitutas, mas não dura muito tempo. Edith vai morar num circo. Começa a cantar e depois de alguns anos é decorberta por um caça-talentos que a apelida de pardal. E é aí que o filme fica mais encantador. A narrativa é fragmentada construída entre o passado e o presente, sem dar aquela sensação de que a volta no tempo é sonho da personagem. O diretor Olivier Dahan une de maneira clássica, sobretudo, com sentido esses dois tempos.
É um filme humano, delicado e sensível como a atriz que dá vida à cantora. Marion Cotillard é esplêndida! E mereceu ganhar o Oscar de melhor atriz de 2008. É incrível o grau de concentração e a capacidade que ela tem de entrar na alma da grande estrela européia. A figura da atriz é exdrúxula: corcunda, lábios grossos, pintados com batom vermelho escuro, maquiagem pesadíssima e os cabelos enrolados vão na contra mão da perfeita estética.
É um filme humano, delicado e sensível como a atriz que dá vida à cantora. Marion Cotillard é esplêndida! E mereceu ganhar o Oscar de melhor atriz de 2008. É incrível o grau de concentração e a capacidade que ela tem de entrar na alma da grande estrela européia. A figura da atriz é exdrúxula: corcunda, lábios grossos, pintados com batom vermelho escuro, maquiagem pesadíssima e os cabelos enrolados vão na contra mão da perfeita estética.
Mas é justamente essa esquisitice que tranforma a personagem numa excelência. Cortillard esbanja na atuação. É engraçada, séria e emotiva, principalmente na cena em que recebe a notícia da morte do amante, Marcel. Enfim, a vida difícil de Piaf nos faz pensar um pouco do quanto é importante acreditar nos sonhos, lutar por eles e viver intensamente. É por isso, que Piaf nos faz rir até morrer e chorar até morrer. Em ordens indefinidas. Sem dúvida, um verdadeiro e o maior hino de amor.
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