Li tantos blogs nos últimos dois dias que bateu em mim a vontade de continuar escrevendo aqui, nesse espaço, onde a tela branca é a principal companheira das horas mornas no quarto amplo de perguntas, dúvidas e sensações. Acho que posso começar falando dela, certo? Errado. Na verdade nem sei por onde, quando e como iniciar. Porquê quando bate o desespero, a falta de inspiração, largo essa imensidão fria da tela - lembra-me a neve dos Andes - e vou correndo pra cozinha buscar algo para comer?
Ops, voltei com um pote de frutas secas. É sempre assim, uma palavra, uva passa na boca, pausa para pensar, mais palavras, ufa! uma sentença completa, outra rodada de passas, surge nova frase, provo o figo, paro no parágrafo enquanto saboreio o damasco, digito o ponto final, pronto! celebro com nozes, ai que maravilhosas nozes.
Escrever não é uma arte solitária. Se depender das minha compainhas estou frita. Fico cega de tanto ver reluzir o branco florescente em meus olhos e gorda com tantos petiscos ao lado.
Pensamentos + comida = textos, será?
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